Pensamentos sobre Religião
A primeira coisa que fiz ao iniciar a criação de Arcana foi criar uma mitologia mais ou menos complexa com 36 deuses. Neste momento estão prontos a jogar mas tenho uma outra ideia, um pouco diferente, que gostaria de expôr e ouvir o que pensam.
Essa ideia é a seguinte; desaparecer com os deuses!
Sim, tive o trabalho de os criar mas como tudo em D&D, podem ser reaproveitados...
Ou seja, a divindade está presente no mundo ou melhor ainda é o mundo. O "planeta" Arcana seria como uma personificação multi-divina.
Cada raça/civilização/etc encararia o que o rodeia como o divino, por exemplo os elfos veriam a sua floresta, Närié, com um deus/deusa, os anões a sua montanha, os meio-elfos o mar, etc.
O que diferenciaria na vida terrena os vários"deuses" seriam sim inúmeras instituições religiosas que encorporariam os aspectos que consideram divinos (com aspectos leiam-se Domains).
As implicações práticas disto é que quem fizesse um clérigo poderia escolher quaisquer domains como sendo a sua "divindade" e poderia, ou não, pertencer a qualquer instituição religiosa que englobasse esses dois domains.
Confuso? Ideia megalomana?
:)
Essa ideia é a seguinte; desaparecer com os deuses!
Sim, tive o trabalho de os criar mas como tudo em D&D, podem ser reaproveitados...
Ou seja, a divindade está presente no mundo ou melhor ainda é o mundo. O "planeta" Arcana seria como uma personificação multi-divina.
Cada raça/civilização/etc encararia o que o rodeia como o divino, por exemplo os elfos veriam a sua floresta, Närié, com um deus/deusa, os anões a sua montanha, os meio-elfos o mar, etc.
O que diferenciaria na vida terrena os vários"deuses" seriam sim inúmeras instituições religiosas que encorporariam os aspectos que consideram divinos (com aspectos leiam-se Domains).
As implicações práticas disto é que quem fizesse um clérigo poderia escolher quaisquer domains como sendo a sua "divindade" e poderia, ou não, pertencer a qualquer instituição religiosa que englobasse esses dois domains.
Confuso? Ideia megalomana?
:)

21 Comments:
OOOOOOOOOhhhhhhhhh, finalmente um mundo onde não me importo de jogar com boot-licking, *ss-kiss... digo clerics. Me likes. Levanta, é claro, a questão: qual é a verdade spbres os deuses? Nunca existiram? Existiram, mas foram mortos/expulsos? Porquê? Talvez o que as raças consideram divino o seja realmente, os restos dos deuses ou talvez as suas prisões.
Há tempos incontáveis, certamente muito antes do que qualquer registo existente conta, havia deuses em Arcana, e as coisas passavam-se mais ou menos como em qualquer outro mundo. Mas os favoritos dos deuses, que governavam o povo por decreto divino, tornaram-se gananciosos e viraram os poderes concedidos pelos deuses contra os próprios. Atacados de surpresa pelos seus agentes de confiança, muitos deuses caíram na investida inicial. Os restantes, quer tentassem, no seu desespero, lutar ou fugir, eram também mortos ou aprisionados um a um, os seus poderes consumidos para aumentar os dos governantes, que tomaram para si o título de Reis Divinos. Mas nem todos os deuses se deixaram derrubar facilmente. Os deuses dos dragões, liderados por Ninefold Io, lançaram um ataque brutal contra a fonte do poder dos Reis Divinos, no próprio centro de Arcana. Mas mesmo com todo o poder reunido dos dragões e dos seus deuses, os Reis Divinos tinham-se tornado demasiado fortes para serem derrotados, e a força dracónica começou a ser empurrada para trás, lenta mas inexoravelmente. Um dos deuses dragões apercebeu-se de que a guerra estava perdida.
Chamava-se Faluzure, o Paladino, o mais nobre e gentil e poderoso dos dragões divinos coma excepção do próprio Io, e estava fora da luta pois tinha sido gravemente ferido na investida inicial dos Reis Divinos. Ele apercebeu-se que só uma ataque pleno de poder e salvageria poderia aleijar irreparavelmente os Reis Divinos. Passando toda a sua bondade e honra para um dos ovos de Io, Faluzure tornou-se uma máquina de ferocidade e morte. Com os últimos resquícios de controle que lhe restavam, lançou-se sobre as forças dos Reis Divinos que não podiam resistir contra o ataque suicida, pois Faluzure lutava com o fervor de quem não planeia sobreviver. Chegando à fortaleza proncipal dos Reis, mesmo no coração de Arcana, Faluzure sacrificou-se numa explosão de poder que arrasou a paisagem por quilómetros e detsruiu o cristal Daramath, que os Reis tinham usado para armazenar os poderes dos outros deuses, quebrando assim o seu poder. A essência do dragão, livre de tudo o que era bom e virtuosos, foi despedaçada mas não destruída, e pedaços dela ressurgiriam ao longo dos séculos para dar "vida" aos temíveis dracolichs.
Com os Reis Divinos derrotados e os seus exércitos derrotados, Io olhou em volta e considerou que a guerra dificilmente se poderia considerar ganha: todos os deuses não-dracónicos estavam mortos ou aprisionados e dos dos dragões papenas ele e Chronepsis, restavam. Mesmo os seus filhos mortais tinham sofrido um golpe do qual jamais recuperariam. O poder libertado de Daramath arrasava lentamente Arcana, transformando-o num deserto. Mas os sacrifícios dos dragões divinos ainda não tinham acabado.
Os Reis Divinos tinham sido derrubados, mas podiam voltar. Chronepsis, Timemaster, deu também a sua vida criando uma esfera de estase temporal nas mentes dos Reis Divinos sobreviventes, impedindo que eles conseguisses atingir novamente o nível de poder necessário para reconstruir Daramath.
Ninefold Io mandou os dois últimos ovos que lhe restavam, a última esperança para guiar os seus filhos mortais nos tempos vindouros, para os planos. O que tinha recebido a bondade de Faluzure foi para Celestia, onde daria a vida a Platinum Bahamut, que tomaria o título de Paladino em honra ao falecido Faluzure. O outro foi entregue a Asmodeus, senhor dos Nine Hells of Baator, e daria origem a Tiamat, Dragon Queen. Os dois irmãos mais tarde iniciariam uma guerra que envolveria todos os dragões e ainda hoje dura. Dos corpos destruídos dos seus filhos caídos na guerra, Io deixou um outro legado aos dragões mortais, pois deles forjou os kobolds para os servirem. Depois, como último acto, Io, enterrou-se na terra, cercando a onda de poder de Daramath num círculo montanhoso, que as energias do cristal estilhaçado mais tarde transformariam no Anel de Fogo...
Ufa... longo
Bem aqui vai uma ideia
Oi!
Belo post, com excelentes ideias! Ainda não tinha pensado na inserção dos dragões em Arcana. Me likes!
:)
Quanto aos deuses, a ideia é que simplesmente não existirem deuses, uma vez que a ideia do mundo é ser diferente em tantos quantos aspectos puder.
O conceito de divino ou divindade está assim associado a ideias/forças/princípios/etc. que os mortais encaram como divino e de onde os que têm uma fé inabalavel nesses principios retiram poder (spells, turning, etc.)
Assim um jogador que faça um clérigo, se o quiser, poderá fazer em conjunto com o DM, a instituição(vamos começar a chamar-lhes ordens)a que pertence, participando assim mais activamente no crescimento e definição do mundo através das suas personagens.
Que tal?
E se a Ordem não existir, nada impede o char de se tornar o seu fundador. V. Leadership feat (PHB) e factions (acho...) no DMGII.
Já tinhas pensado nos Kobolds e não nos dragões??????? Isso é como... como... como... olha, como pensar nos kobolds e não nos dragões. :]
Obviamente!! Já estás a entrar no espírito do mundo!!!A ideia principal é que os jogadores, com as suas personagens, possam moldar o desenvolvimento de Arcana.
Por exemplo um jogador cria a Ordem da Luz Suprema, dedicada a espalhar a bondade e a ajuda, joga e a sua personagem retira-se, morre, whatever... A próxima campanha decorre por exemplo 20 anos depois da fundação da Ordem e nessa altura o jogador, já com outra personagem, ouve falar que a Ordem de Luz Suprema tem uma guerra interna pela liderança ou que conseguiu estabilizar/desenvolver uma região, etc. As possibilidades são infinitas!!
Ainda não me decidi como vou inserir os dragões em Arcana. Se vão ser comuns, incomuns, raros, respeitados, temidos, etc...
:)
Dragões é no Porto... Em Arcana existem é Crocodilos voadores...
>>Dragões é no Porto... Em Arcana existem é Crocodilos voadores...
Bocas anónimas deste tipo só podem ser do chefe dos halflings...
:P
MOCK NOT THE DRAGONS, FOR THOU ART CRUNCHY AND TASTE GOOD WITH KETCHUP
Chefe dos Halflings? Chamaram?
Eu acho a ideia da Fé nos fenomenos da natureza muito interessante.
Por mim está aprovada...
Eu vou ser o chefe da igreja do sangue de lawful good... Tem uma textura e cheiro muito especial!!!
Lawful Good... Church of Blood... explain
jbento: podes dar-me o teu mail? Para te registar no blog.
Vamos lá então tentar organizar as ideias relativas à religião.
Em Arcana não há deuses, pelo menos deuses como há em todos os outros mundos. Em Arcana, os mortais adoram e criam o culto da divindade relativamente a ideias, forças, sentimentos ou príncipios (vamos passar a chamar-lhes dominios). Podemos encontrar, por exemplo entre os elfos, adoradores dos animais, das plantas ou mesmo da própria floresta como divindades, ou entre os anões, adoradores do fogo, do comércio ou da própria montanha, etc.
Deste modo os utilizadores de magia divina retiram o seu poder e fé destes dominios e não de deuses. Como se organizam então os seguidores destas divindades?
Bem, eles criam ordens religiosas que obedecem a uma combinação de dominios e encaram-nas como uma divindade colectiva. Nos últimos 200 anos, estas divindades colectivas começaram a tomar forma fisica, nos sonhos e visões dos seus seguidores. Muitos assumiram que a sua fé criou e moldou divindades verdadeiras, mas se isto e verdade ou não ninguém o sabe...
Implicações práticas de jogo: Um clérigo vai ter duas opções. A mais simples e cómoda é criar um clérigo de uma ordem já existente e utilizar os domínios que essa ordem permite (isto é o standard do d&d com uma aproximação diferente) a outra opção é o clérigo escolher livremente os dominios que quer e tentar por si espalhar essa fé aos outros, podendo criar uma ordem se conseguir juntar fieis suficientes. De notar que para se criar uma ordem são necessários no minimo 5 dominios (número a estudar ainda)daí que um clérigo por si ou acompanhado por outros com exactamente os mesmo dominios não consiga criar uma ordem , para isso é necessário pelo menos mais dois clérigos com dominios diferentes. Um culto ou seita pode ser criado com apenas dois dominios.
Um exemplo prático: Abathor um clérigo dos dominios Fogo e Metal pretende criar uma nova ordem. Os seus dois grandes amigos, Rialtus e Graveson, também clérigos, têm como dominios Criação e Cura, Bondade e Fogo respectivamente. Após muitas histórias juntos e com muitas ideias em comum eles resolvem criar a ordem de Valxxor, Mestre do Fogo que Cura, A Armadura da Bondade, o Fogo da Criação que tem como dominios Fogo, Metal, Criação, Cura e Bondade. A partir deste momento os clérigos de Valxxor têm que escolher dois destes 5 dominios como so seus dominios.
Comentários?
Meu mail: jmvbento@sapo.pt
Adiciona o Leadership feat como prerequisito adicional. Se vires no DMGII, eles dão mecânicas para criar facções uqer religiosas, políticas, mercantis ou o que quer que seja. Cinco domains parece-me bom, tornando muito difícil (mas possível) que um único cleric crie uma religião
o que me lembra: há alguma maneira de receber um aviso no mail ou qualuqer coisa assim quando há um novo comment?
Sim. Mas tens que te registar. Já te adicionei, só tens que confirmar.
>>Adiciona o Leadership feat como prerequisito adicional. Se vires no DMGII, eles dão mecânicas para criar facções uqer religiosas, políticas, mercantis ou o que quer que seja. Cinco domains parece-me bom, tornando muito difícil (mas possível) que um único cleric crie uma religião
A ideia será exactamente esta. :)
Religião... uma filosofia politaista (manu gods, like egipts, greeks or romans), afinal ja não era a filosofia presente em Mystara?. Para se mudar alguma coisa, mas mudar radicalmente, era pegares no mundo real e "espata-lo" em Arcana (uma teoria monotaista... BORING), mas era engraçado ver c/o e que nós "PC's" dava-mos a volta ao texto...
Mas se isso fosse assim, este genero de jogo deixava de ser de Fantasia, para passar uma seca de realidade.
Portanto caro DM:
NEM PENSES EM SO PORES UM DEUS... (or else... nao sabes o ke te faço)
DM
(Dwanven master)
Oi!
A ideia não é mudar a religião em si mas como ela interage com o mundo e com os mortais. Não sendo a minha intenção a ideia do um só deus pode até resultar muito bem, pensa assim;
No seu trono divino senta-se Erath o Uno, senhor de toda a existência. Erath olha para as patéticas criaturas que lhe fazem preces e pedem magia com total desprezo e distanciamento, no entanto diverte-o vê-los em constantes conflitos e para alimentar esta chama ele concede aos suplicantes tudo o que lhe pedem.
Aí tens, um deus único que concede aos seus clérigos os domains que eles bem entenderem e que permite façam o que lhes der na real gana!Diferente não?
;)
...que é a altura em que eu jogo com um Ur-Priest só para ter o prazer de roubar feitiços a deus. MWAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH. AH.
>>...que é a altura em que eu jogo com um Ur-Priest só para ter o prazer de roubar feitiços a deus. MWAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH. AH.
O que diverte Erath ainda mais...
;)
Alguma ideia sobre a cosmologia? Eu geralmente uso a Great Wheel (a standard), mais alguns planos interessantes que vão aparecendo (Dreamscape, Plane of Mirrors, etc.)
Penso em usar o standard inicialmente, com possiveis acrescentos/modificações conforme as coisas vão evoluindo.
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